Metodologia

A pergunta que respondemos: “que tipo de negócio tem menos concorrência aqui do que em cidades parecidas?”

1. De onde vêm os dados

Usamos o cadastro aberto de empresas (CNPJ) publicado todo mês pela Receita Federal e a população dos municípios estimada pelo IBGE. Os dados atuais são de setembro de 2026. Contamos estabelecimentos ativos de empresas (inclusive MEI) — matriz e filial contam separadamente, porque uma filial de rede também é concorrente local. Órgãos públicos, associações e produtores rurais pessoa física com CNPJ não entram no total de empresas; os produtores rurais aparecem à parte, como contexto da economia local.

2. O que é um “setor”

Cada estabelecimento declara uma atividade principal na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Agrupamos as atividades em setores de tamanho útil para decidir um negócio — nem tão amplos quanto “comércio”, nem tão específicos que uma cidade pequena tenha só uma ou duas empresas em cada um.

Alguns tipos de cadastro ficam fora da análise de oportunidades porque não representam mercado local: órgãos públicos, associações, holdings, condomínios e a produção rural, que em geral é feita por pessoa física. Também ficam fora as atividades genéricas, registradas como "não especificadas", que não indicam um negócio definido, e as que dependem de concessão pública ou de autorização federal, como energia, água e esgoto, ônibus com linha fixa, bancos, seguradoras e loterias.

3. Cidades comparáveis

Para cada cidade escolhemos dezenas de municípios paulistas com população parecida. Ficam de fora as cidades da própria região — elas compartilham as mesmas lacunas e esconderiam oportunidades — e as cidades de regiões metropolitanas, cuja economia é influenciada pela metrópole vizinha.

4. A comparação

Para cada setor medimos quantas empresas existem por mil habitantes na cidade e no conjunto das cidades comparáveis. Se a cidade tem bem menos empresas do que o padrão das comparáveis, o setor aparece como lacuna; se praticamente todas as comparáveis têm o setor e a cidade não tem nenhuma empresa, ele aparece como ausente. Também apontamos os setores com mais empresas do que o padrão — o que talvez seja melhor evitar.

O relatório estima quantas empresas a mais a cidade comportaria em cada setor e ordena as oportunidades considerando também quão comum o setor é nas cidades comparáveis e se ele está crescendo ou encolhendo nos últimos anos. São dois rankings: um de comércio e serviços para o consumidor (incluindo negócios de bairro como padaria, serralheria e marcenaria) e outro de oportunidades para empresas e indústria.

5. Limitações

Por isso o L7 Nichos é um ponto de partida para investigar, não uma recomendação de investimento. Converse com quem conhece o mercado local antes de decidir.

6. Privacidade

As páginas públicas mostram apenas números agregados por cidade. O relatório pago lista concorrentes que são pessoas jurídicas pelo nome e bairro, com o porte declarado à Receita; microempreendedores individuais (MEI) aparecem apenas em contagem, nunca pelo nome. Empresas que não queiram aparecer pelo nome podem pedir a exclusão (veja apolítica de privacidade).

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